A aquicultura é a atividade de cultivo de organismos que vivem na água. De forma geral, pode ser definida como a produção, em cativeiro, de organismos com habitat predominantemente aquático, em qualquer fase do seu desenvolvimento, desde estágios iniciais até a fase adulta.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a aquicultura consiste no cultivo de organismos aquáticos como peixes, moluscos, crustáceos, anfíbios e plantas aquáticas sob condições controladas. Nesse contexto, o termo “cultivo” envolve práticas de manejo e criação realizadas pelo ser humano, com propriedade sobre os organismos produzidos, diferentemente da pesca, que se baseia na captura de espécies diretamente da natureza.

Essa atividade pode incluir o cultivo de diversas espécies, como peixes, camarões, moluscos, rãs e algas, sendo realizada tanto em ambientes marinhos quanto em águas continentais, como rios, lagos e reservatórios.

Dentro da aquicultura existem também áreas mais específicas de produção. A criação de peixes, por exemplo, é chamada de piscicultura, enquanto o cultivo de camarões recebe o nome de carcinicultura. Essas subdivisões ajudam a organizar o setor e identificar as diferentes técnicas e sistemas de produção utilizados para cada grupo de organismos.

Além de produzir alimentos, a aquicultura envolve um conjunto de atividades e tecnologias relacionadas ao manejo, alimentação, reprodução e crescimento dos organismos cultivados. Para isso, são utilizados recursos naturais e insumos como água, ração, energia, equipamentos e mão de obra especializada.

Assim, a aquicultura se destaca como uma importante atividade produtiva ligada à segurança alimentar, ao desenvolvimento econômico e ao uso sustentável dos recursos aquáticos, contribuindo para ampliar a oferta de pescados e reduzir a pressão sobre os estoques naturais explorados pela pesca.